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Ensino Híbrido – tudo o que você precisa saber sobre essa metodologia

Do grego hybris, “a palavra remete ao que é “originário de espécies diversas”, miscigenado de maneira anômala e irregular. […] Híbrido é também o que participa de dois ou mais conjuntos, gêneros ou estilos. Considera-se híbrida a composição de dois elementos diversos anomalamente reunidos para originar um terceiro elemento que pode ter as características dos dois primeiros reforçadas ou reduzidas”.

Por isso é correto afirmar que o Ensino Híbrido consiste na junção das metodologias do ensino presencial e ensino à distância. É comum que apareça com o sentido de tecnologia+ presencial+ remoto, mas devemos pensar na tecnologia apenas como uma ferramenta que permite e facilita as metodologias do ensino remoto.

Mesmo que o uso de tecnologias já esteja previsto no processo de ensino e aprendizagem, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o processo de implementação precisou ser adiantado devido à pandemia da covid-19.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no auge da pandemia, mais de 1,5 bilhão de alunos ficaram longe do ensino presencial – algo em torno de 91% dos estudantes. Isso fez com que diversas, se não todas, as instituições de ensino adquirissem novos métodos para ministrar as aulas e gerenciar os conteúdos, chamado de ensino emergencial.

Essas eventualidades trouxeram à tona discussões sobre o Ensino Híbrido – sobre seus diferentes modelos, suas aplicações e ainda como serão incorporados nas instituições.

A seguir você encontrará mais informações sobre os diferentes modelos de Ensino Híbrido.

As práticas pedagógicas do Ensino Híbrido

O Ensino Híbrido faz parte das novas metodologias ativas que consistem numa maior participação do aluno – ao contrário das antigas práticas no qual o aluno ocupava uma posição passiva. O papel do educador também sofre alterações e ele passa a ser o “mediador da aprendizagem”.

Dentro dessa lógica, a tecnologia entra como uma ferramenta para favorecer e potencializar o processo de aprendizagem, como mencionamos anteriormente.

O Ensino Híbrido apresenta então duas categorias: os modelos sustentados e os modelos disruptivos.

  1. Os modelos sustentados consistem naqueles que apresentam características semelhantes com o tradicional e, consequentemente, exigem menos alterações. Dentro deles destaca-se o Modelo Rotacional.
  2. Os modelos disruptivos, como o próprio nome já diz, consistem em modelos que quebram com o tradicional e exigem novas formas de trabalho. Destacam-se os Modelos Flex, à La Carte e Virtual Aprimorado.

Modelo Rotacional

O Modelo Rotacional é o mais simples de ser aplicado e depende, quase que inteiramente, do professor(a) responsável.

Ele pode ser adotado para as disciplinas como um todo ou um assunto específico dentro dela, desde que uma das práticas seja, obrigatoriamente, o ensino online.

Ainda dentro desse Modelo, nós temos subcategorias, das quais:

  1. Rotação por Estações – O professor(a) responsável dividirá a sala ou o espaço designado em estações de aprendizagem. Após apresentar o tema central da aula, cabe ao professor(a) designar os estudantes às essas estações.

    Cada estação deverá possuir um recurso educacional, sendo um deles tecnológico. Ou seja, quando uma estação tiver livros variados sobre o assunto, a outra estação terá vídeos educativos e acesso a plataformas online.

    A ideia geral é que o aluno possa desenvolver uma análise mais crítica diante de formatos diferentes de conteúdo, mesmo que sobre uma mesma temática. Lembrando que o papel do professor(a) é o de mediador, intervindo apenas quando solicitado pelos alunos.
  2. Sala de Aula Invertida – Novamente no papel de mediador, o professor(a) irá propor um assunto para que os alunos possam pesquisar em casa e então apresentarem o tema para a turma.

    Exemplificando: divididos em grupos, cada um será responsável por apresentar as principais características dos Movimentos Literários no Brasil. Preferencialmente, os alunos devem fazer o uso de tecnologias para a pesquisa e para a apresentação. Abrindo espaço para dúvidas, o professor(a) deve auxiliá-los nessa etapa.

    Esse método é defendido pela Teoria da Pirâmide de Aprendizagem desenvolvida pelo psiquiatra norte-americano William Glasser, que postula o seguinte:

    • com simples leitura: aprendemos 10% da matéria;
    • ao escutar alguém falando: 20%;
    • ao assistir a um vídeo ou observar algo: 30%;
    • ao escutar e observar ao mesmo tempo: 50%;
    • ao conversar ou debater sobre o tema: 70%;
    • ao fazer, escrever ou praticar: 80%;
    • ao ensinar alguém: 95%.
  3. Rotação Individual – Dentro do Modelo Rotacional, a Rotação Individual é o mais distante do tradicional. Aqui, os alunos recebem uma lista de atividades a serem realizadas fora da sala de aula que exigem interação em grupos e o uso de tecnologias.
  4. Laboratório Rotacional – Pensado na rotação de dois ambientes, os alunos são divididos em dois grupos – um permanece em sala de aula, enquanto outro fica no laboratório de informática. Com a assistência de um monitor, ambos os grupos irão trabalhar e desenvolver atividades relacionadas à matéria, porém através de meios diferentes.

O Modelo Flex

Dentro das práticas disruptivas, o Modelo Flex possui a aprendizagem online em destaque. Aqui, os alunos trabalham com uma agenda escolar personalizada, alterando-a de acordo com suas necessidades e interesses.

Nesse modelo é preciso a participação de professores, coordenadores e diretores, já que os estudantes desenvolvem as atividades de maneira individual (ou pequenos grupos).

Esse Modelo é bem similar ao da Rotação Individual, a diferença consiste na inexistência de um tempo mínimo dentro da atividade – o aluno pode circular pelas atividades durante o tempo que achar necessário. Além disso, esse Modelo não é dividido por ano, e os alunos podem transitar livremente “entre as classes”  e as atividades propostas dizem respeito a proficiência e domínio do aluno.

O Modelo à La Carte

O Modelo à La Carte é ainda pouco utilizado no Brasil e consiste no curso inteiramente online. Os alunos podem executar o curso tanto no ambiente escolar quanto em qualquer outro que preferir.

Esse método é mais utilizado quando o aluno está cursando uma matéria mais avançada, ministrada ou não em língua estrangeira.

O Modelo Virtual Aprimorado

O Modelo Virtual Aprimorado acontece de forma, majoritariamente, online. Os encontros presenciais acontecerão apenas quando alunos e professores marcarem os encontros.

Quase não encontramos esse Modelo sendo utilizado nas escolas tradicionais brasileiras. Ele se encaixa melhor em escolas de idiomas.

Benefícios do Ensino Híbrido

Devida a pandemia da covid-19, medidas educacionais emergenciais precisaram ser tomadas. Muitas instituições de ensino, principalmente as públicas, se encontraram desamparadas e despreparadas para lidar com a situação.

Sendo o Ensino Remoto a única opção no momento, precisamos entender esse novo contexto pelo qual estamos passando e a importância de nos adaptarmos a ele. O uso das tecnologias disponíveis e até mesmo o desenvolvimento de novas plataformas de ensino se tornou essencial dentro das escolas.

O Ensino Híbrido entra então como uma possível solução – já que as tendências têm apontado uma brusca mudança no ensino, no gerenciamento de informações e conteúdos e, principalmente, no perfil dos alunos. Esses que apresentam um nível altíssimo de desinteresse.

Alguns dos benefícios do Ensino Híbrido consiste em:

  • Melhora a motivação dos alunos;
  • Incentiva professores(as) a desenvolverem materiais mais atuais e relevantes;
  • Coloca o aluno como personagem principal no processo de educação;
  • Prepara os alunos para o mercado de trabalho, cada vez mais baseado em tecnologias;
  • Estimula o mercado educacional.

Conheça mais sobre Relacionamentos com Alunos e Transformação Digital em nosso blog.

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